Por estar ciente de todos os meus complexos e vícios, cito a [à] tristeza, mãe de todos os meus textos, a qual nunca prometi amor mas insiste em não me deixar. E que em todo escrito de saudade está, nem que seja em quantidade mínima. Porque saudade nunca vem ou está sozinha. Mas uma melhor análise disso fugiria do propósito.
Sem possível análise minuciosa, já que estou aqui sendo objeto do meu próprio estudo, tenho notado sua origem em alguns momentos em que me ponho a pensar demais. Sendo outros complexos meus contribuintes para este atual [e portanto mais abrangente], o qual notei que tornou-se vicio a partir do ponto em que não me permito passar muito tempo segura de que está tudo bem [ou estará tudo bem]. Privo-me da companhia da felicidade, com medo de que ela apareça. Um medo de lançar-me de corpo e mente no abismo do não sentir medo. Medo do acabar. Formando assim um ciclo vicioso onde ela, desde o início, está comigo. Sozinha, triste ou feliz, está. E quando me satura, enjôo e choro. Por motivo grande ou pequeno, ela está aqui. E sua constante presença acabou por me tornar sentimentalmente inconstante.