sábado, 20 de setembro de 2014

Ensaio sobre o encanto oposto

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Estava errado meu amigo, que comigo se pôs a filosofar sobre a paixão de um homem. De tudo que tenho observado e vivido até agora(mais observado que vivido, aliás), pude notar por linhas e entrelinhas tudo o que contesta a negação de um homem sobre estar realmente apaixonado.
Tive que vasculhar como sempre vasculhei, indo pela (talvez falsa) teoria de que cada homem é diferente. Pois bem, fui. Encontrei o que já sabia: um homem apaixonado se nota ao longe. Não são os olhares, nem as palavras que lançam à mulher amada, porque ela, o alvo, não consegue ver. Quem nota são os observadores mais próximos que ali estão nos momentos de distração, onde se deixa escapar cada riso bobo e olhar fixo ao alvo.
O homem apaixonado é um stalker por instinto. E diferentemente da mulher, não tem cautela com relação à distância que deve permanecer. Ele não mede esforços, não conta cédulas, e não gasta tempo pensando em outra coisa. Ele demonstra em público sua admiração.
E superando o complexo stalker, ele faz questão de estar presente. De participar, interagir e estar perto. Ele constrói a todo custo a alavanca para fazer o conjunto de engrenagens funcionarem perfeitamente a fim de acontecer todas as coisas citadas anteriormente. Mas, acima de tudo, para si mesmo e para qualquer um que esteja perto, ele entrega as cartas: Um homem apaixonado, diferentemente de uma mulher, não tem medo algum de mostrar as fendas na sua armadura, receio nenhum de notarem seus elos fracos. Para o alvo de seu amor, na verdade, ele lança as armas ao chão, disposto a morrer em campo.



Texto passível de edições (sempre)
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