domingo, 20 de dezembro de 2015

Numb

 
Hoje eu bebi teu cigarro
E fumei teu perfume
De tão confusa que estou

Hoje não chorei mais passado
Só presente e futuro
Só o que me restou

Hoje chorei 3 anos
E mais 2 de reserva
Pra ver se estava fazendo a conta certa
Mesmo sem certeza de nada

Hoje me dei conta
Que apesar de escrever
Esse texto não acaba
   
13/12/15 
     

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

time traveler

 
 
I'll hide some pieces of puzzle
In fabric of dresses
Make everything comes, run,
And turn off the light
Drown in a treasure
Use some bags of magic
To know what is gold
And shine like gold
Like you couldn't find it
We have a place
We have so many places
That make us travel back in time.
They're still working
You just have to know activate
They will be working until we die.
 
 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

some days left [texto temporário]


Hoje na volta pra casa
Parei na praça, sentei no banco, olhei à frente
Vi uma clínica, um laboratório, uma farmácia
Que coisa...uma ao lado da outra..
Ali mesmo chorei,
Chorei em casa.
O que pra muitos não faz sentido
Faz pra essa cabeça chata
Que insiste em se lembrar das coisas só pra me fazer mal...


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

smoke and fire

   
Boa ouvinte desde o início, sou observadora nata de cada situação.
Pesquiso, analiso, penso, volto, comparo.
Chego à conclusão.
Formada pelas desconfianças da vida, faro especialista de oscilação
De coração partido e cabeça
Quebrada
Por pensar e agir
Que sente logo fogo onde ainda há fumaça
Que prefere apagar, logo incidir.


Texto sob revisão
   
 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Emergência

 
   
Nota:
Esta noite fez-se necessário o uso do desfibrilador
Fotos, textos e abraços
Concretamente não dados
Não conseguiram salvar o que já havia morrido.

 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Ossos do ofício

 
 
Sr. psicólogo, sou poetisa.

Não sou tão leiga
como achas que sou.
Sei o que é paixão
Sei o que é amor
Sei todos os sintomas
Só desconheço fármacos
que melhorem o prognóstico
porque NÃO HÁ.
Fique tranquilo em relação a mim.
 
   

domingo, 16 de agosto de 2015

Ensaio sobre a tristeza

   
    Por estar ciente de todos os meus complexos e vícios, cito a [à] tristeza, mãe de todos os meus textos, a qual nunca prometi amor mas insiste em não me deixar. E que em todo escrito de saudade está, nem que seja em quantidade mínima. Porque saudade nunca vem ou está sozinha. Mas uma melhor análise disso fugiria do propósito.
    Sem possível análise minuciosa, já que estou aqui sendo objeto do meu próprio estudo, tenho notado sua origem em alguns momentos em que me ponho a pensar demais. Sendo outros complexos meus contribuintes para este atual [e portanto mais abrangente], o qual notei que tornou-se vicio a partir do ponto em que não me permito passar muito tempo segura de que está tudo bem [ou estará tudo bem]. Privo-me da companhia da felicidade, com medo de que ela apareça. Um medo de lançar-me de corpo e mente no abismo do não sentir medo. Medo do acabar. Formando assim um ciclo vicioso onde ela, desde o início, está comigo. Sozinha, triste ou feliz, está. E quando me satura, enjôo e choro. Por motivo grande ou pequeno, ela está aqui. E sua constante presença acabou por me tornar sentimentalmente inconstante.