sexta-feira, 13 de novembro de 2015

some days left [texto temporário]


Hoje na volta pra casa
Parei na praça, sentei no banco, olhei à frente
Vi uma clínica, um laboratório, uma farmácia
Que coisa...uma ao lado da outra..
Ali mesmo chorei,
Chorei em casa.
O que pra muitos não faz sentido
Faz pra essa cabeça chata
Que insiste em se lembrar das coisas só pra me fazer mal...


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

smoke and fire

   
Boa ouvinte desde o início, sou observadora nata de cada situação.
Pesquiso, analiso, penso, volto, comparo.
Chego à conclusão.
Formada pelas desconfianças da vida, faro especialista de oscilação
De coração partido e cabeça
Quebrada
Por pensar e agir
Que sente logo fogo onde ainda há fumaça
Que prefere apagar, logo incidir.


Texto sob revisão
   
 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Emergência

 
   
Nota:
Esta noite fez-se necessário o uso do desfibrilador
Fotos, textos e abraços
Concretamente não dados
Não conseguiram salvar o que já havia morrido.

 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Ossos do ofício

 
 
Sr. psicólogo, sou poetisa.

Não sou tão leiga
como achas que sou.
Sei o que é paixão
Sei o que é amor
Sei todos os sintomas
Só desconheço fármacos
que melhorem o prognóstico
porque NÃO HÁ.
Fique tranquilo em relação a mim.
 
   

domingo, 16 de agosto de 2015

Ensaio sobre a tristeza

   
    Por estar ciente de todos os meus complexos e vícios, cito a [à] tristeza, mãe de todos os meus textos, a qual nunca prometi amor mas insiste em não me deixar. E que em todo escrito de saudade está, nem que seja em quantidade mínima. Porque saudade nunca vem ou está sozinha. Mas uma melhor análise disso fugiria do propósito.
    Sem possível análise minuciosa, já que estou aqui sendo objeto do meu próprio estudo, tenho notado sua origem em alguns momentos em que me ponho a pensar demais. Sendo outros complexos meus contribuintes para este atual [e portanto mais abrangente], o qual notei que tornou-se vicio a partir do ponto em que não me permito passar muito tempo segura de que está tudo bem [ou estará tudo bem]. Privo-me da companhia da felicidade, com medo de que ela apareça. Um medo de lançar-me de corpo e mente no abismo do não sentir medo. Medo do acabar. Formando assim um ciclo vicioso onde ela, desde o início, está comigo. Sozinha, triste ou feliz, está. E quando me satura, enjôo e choro. Por motivo grande ou pequeno, ela está aqui. E sua constante presença acabou por me tornar sentimentalmente inconstante.
   

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Diagnosis


     Hipótese diagnóstica Paixão crônica.
     Caracterizada por longo período de evolução.
     Perturbação psicológica persistente.
     Trauma sistêmico aparente.
     Fator etiológico ausente.
     Apresentando sintomatologia dolorosa.
   
 
Diagnosis ou Report ou Pathology. Escrito em 13/04/15
   
   

sexta-feira, 15 de maio de 2015

similarity [texto temporário]

 
Reviro tuas fotos teu passado,
menina
Pra saber o que há de tão especial em ti
Pra saber como foi o que não fui

E você é apenas mais uma
Menina
Que persigo loucamente
Vago sozinha
Viajo por datas
Amores, entrelinha
Pra saber se o que se passou contigo
Comigo
Foi algo parecido.