sábado, 11 de abril de 2015

my fault

 
 
E apesar de tudo
Permaneço
Imutável, imóvel: aceito
A dor que ninguém nunca entende
Se não entendeu até agora
Aparentemente
Nunca vai entender

Meu erro
Ponto fraco
Se estende por tempo
E caminho vastos

domingo, 5 de abril de 2015

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Não ganharás mais de mim presentes caros
Que me custem pedaços
Como os que te dou [toda vez que aqui vens ler]
E pelo teu desconhecido motivo
Talvez prazer particular, te digo:
Prospere em tua solitária felicidade.

Eu
Que para ti nada fui
Em consequência nada posso exigir de ti
Finalizo esta e próximas edições
O texto acaba aqui.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

time shift [texto temporário]

  
   
  
                     Preciso parar de notar tuas estatísticas
                     Viver calculando tuas probabilidades
                     Já estou esquecendo de teus horários
                    Após parar de compensar tuas horas de atraso.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Urgência


      Por entre páginas de outras vidas felizes atrás do que andei espiando já me pergunto qual o motivo. E recuo, se no momento de nada vai me adiantar. Informações tolas para machucar alguém ainda mais tolo.
      Eu sinto uma profunda urgência em ir. E não é sobre abandonar o que sinto. É sobre silenciar. É sobre estar saturada em pensar nisso.


   

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

meaning

   
Nós fomos nós
Que formamos a cada dia
Quanto mais fio precisávamos menos tínhamos.
Nós fomos nós e eu e você que os apertamos
Não conseguindo desatá-los
E até agora ficou nós
na minha cabeça
Não importando dessa vez o significado do substantivo...


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Anesthesia

 
 
      Na verdade, adoraria te ver reclamar.
      Mas que bom que conseguiu vomitar como vomito.
      Nunca guardo nada pra mim. Me faz mal trancar. Vomito tudo aqui pra todos: ora pois, desde o começo, pra qual de ambos foi segredo?
 


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

n° 4

                               Odeio esses teus pedaços de sentimento
                               Que nunca se definem
                               Nunca se angustiam
                               Nunca me odeiam
                               Nunca me amam
                               Que me dão passagem pra ir embora
                               Depois me chamam de volta
                               Como se eu fosse algo mais
                               Que um pedaço de sentimento